23 março, 2017

Feliz aniversário, meu amor.




Pau dos Ferros
24 de março de 2013


Escrever essas palavras não é tarefa fácil...

Escrever essas palavras é uma tarefa árdua; dada a significância que sua presença possui diante de minha inspiração. Sendo assim, talvez essas palavras não demostrem o real valor da sua presença em minha vida, mas, infelizmente, nosso contato é remoto; por isso, optei por escrever-te uma carta. É, eu sei... Coisa de menina romântica, mas você sabe, melhor do que ninguém, que lá no fundo do fundo, eu ainda sou uma menina romântica.  

Hoje, preciso confessar algo: eu imaginei uma linda história de amor entre nós dois no exato momento em que vi o seu sorriso. Eu estava certa! A história aconteceu! Meio torta, mas intensa. Intensa não no sentido de duração cronológica, mas na profundidade do sentimento: incomparável, incompreensível.

Eu sei, meu ex-amor, que fui imatura, algumas vezes. Desculpe-me, por isso. Desculpe-me, também, por eu não consegui expressar, oralmente, o que eu realmente sentia; as palavras giravam em minha cabeça como uma montanha russa, depois se perdiam na imensidão da minha mente cintilante.

Quero que você saiba que nunca fui covarde, apenas controlava “o que dizer” e “como dizer”, porquanto as palavras que são lançadas não voltam, e até podem magoar. Você sabe bem disso. Você as usava para me matar, quase todo dia.

Naquela época, trabalhávamos muito, estudávamos muito, mas eu sempre pensava em você: imaginava coisas bobas...Sentada ao lado da janela do ônibus encostava a cabeça na vidraça, deixava a paisagem correr, e pensava demais em você. Geralmente eram pensamentos, demasiadamente, afetivos e revigorantes. Eu também lembrava da chuva: chovia, chovia e nós seguíamos por dentro dela, sem nos importar com os danos futuros, apenas sentíamos o “insetível” (essa palavra não existe, acabei de inventá-la para expressar o que não se pode sentir).

Não sei como, ou quando (mas talvez eu saiba) tudo começou a morrer.  Eu sentia você indo embora aos poucos, evitando-me. Até que uma noite você foi embora, para sempre. Nesse dia, eu aprendi a ser realista.

Aprendi que, muitas vezes, os “N” da vida são subjetivos. Aprendi que o tempo passa... 
Você teve uma contribuição no meu crescimento pessoal, não nego. Mas... ah, não consigo mais escrever. É hora de ir embora. Vou Caminhando devagar... Quem sabe, na próxima esquina, a gente se esbarra, novamente.

Feliz aniversário, Baby. 

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