16 dezembro, 2016

O teatro do 'macho alfa'


Imagem: Eric Chow

Vem! Pode vir! Confia em mim. Não tenha medo! Não há motivos para ter medo. Eu prometo!

Não quero ir. Estou cansada de tentar...

Confia, vem. Eu abro a porta do carro para você. Abro a porta da minha vida para você, Mi Leide. Dá-me a mão. Vem, é seguro. Meu peito é seguro.

Não sei...

Repara no meu vocabulário. Nos meus versos e diversos. Sou HOMEM, está protegida. Para sempre.

Não tenho certeza. Já me afoguei demais no (des)amor.

Eu te ajudo a remar. Re-amar. Amar. Você é tão bonita. Você é tão inteligente. Você é tão diferente. Como posso mentir para você? Acredita!

Você quer como eu quero?

Quero! Vem! Pode vir! Eu posso ficar até você conseguir. Estou aqui por sua causa. Vem. Isso. Pode segurar na minha mão. Calma. Isso. Devagar. Vamos conseguir.

Respira, respira... Vou tentar!

Isso. Vem, menina. Isso. Já tenho a sua boca. Mais um pouco. Isso. Vem. Já tive o seu corpo. Agora eu vou decapitar o seu coração para usar como boia. Eu nunca soube (re) amar.






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