27 maio, 2015

Desvida.


Imagem: Yoko Tanji



Sabe o que não mudou na minha vida durante todos esses anos? O gosto amargo da “desvida”. É, eu acordar triste e solitária mesmo eu não sendo triste e solitária. A “desvida” são as milhares de histórias de amor que ouvi e vivi durante a minha vida. Essas histórias me fazem mal.
As histórias de amor me fazem mal, porque durante a sua escrita eu penso e repenso e desejo e anseio que a minha história de amor seja plena e eterna, e não estou falando do “eterno até que dure” e sim do eterno no seu contexto mais literal... Para todo o sempre!
E não adianta você me dizer que o “Para todo o sempre” não existe, pois eu irei acreditar nele mesmo assim, porque a parte do meu ser que vive no mundo irreal vai continuar acreditando firmemente nessa frase.
Eu que sempre preguei que a gente não precisa de outra pessoa para sermos completos, admito que: precisamos sim! De outra pessoa, mas para dividir as alegrias, os sonhos, e até as infelicidades. Precisamos de amor para viver, sem amor não há vida.
Já dizia Rubem Alves: “Quando você encontrar a outra metade da sua alma, você vai entender porque todos os outros amores deixaram você ir. Quando você encontrar a pessoa que REALMENTE merece o seu coração, você vai entender porque as coisas não funcionaram com todos os outros”. Esse pensamento me acalma a alma...
Perfeito-Imperfeito.
Para viver eu preciso acreditar no “Para todo o sempre”, mas principalmente tenho que aprender a suportar a dor da separação, porque “amor é algo que não se tem nunca. É evento de graça”.
Não há como garantir nessa vida que teremos amor, porque confundimos muitas vezes a chama da paixão com a tranquilidade do amor, e quando essa chama cessa o coração morre um pouquinho.
Colorido-Dolorido
A “desvida” acaba comigo, mesmo eu estando com alguém, em algum momento ela vai chegar e me matar. Jogando-me na solidão exasperada do meu ser e derrubando todas as minhas defesas. E as imagens vivenciadas, como nossas mãos dadas, que eram para serem lembranças felizes começaram a me deixar sem ar. Esse é o medo de perder o momento se instalando na minha cartilagem “almetica”.
Doce-Amargo.
No meio de toda essa “desvida” de hoje eu aprendo. Toda dor é um aprendizado a ser seguido. E sei, sei que a “desvida” vai passar, mas que também vai voltar. Mas, veja só... Enquanto eu escrevia esse texto ela começou a ir... E quando ela vai eu posso voltar para ele com mais sede de ser uma pessoa melhor. Posso voltar para mim mesma quase completa novamente.  
E assim viverei, para todo o sempre...
Vida-Desvida

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