07 dezembro, 2014

Sim, Senhor!





“Eu gostei de você porque você era o meu sim no meio de tantos nãos”
Sim, eu posso ficar acordada e segurar a sua mão até você adormecer. Sim, eu posso fugir com você no meio da noite para um deserto de almas. Sim, eu posso te segurar forte como se fosse meu mundo. Você é um turbilhão de frieza, mas, Sim! Eu posso te amar.
Certa vez, um amor me disse que uma das partes que ele mais gostava em mim era o “Sim”. “- Você nunca me dizia não, e isso me emocionava”. Realmente, eu sempre fui o sim para todas as pessoas que precisaram infinitamente de mim. Eu abracei quando não queria abraçar. Sair, viajei, dancei quando só queria ficar trancada dentro do meu quarto escrevendo, porque eu tenho um lado meio melodramático que não consigo controlar. Eu sempre estive lá sendo o sim para muitas pessoas enquanto ninguém era o meu sim. Eu sempre estive lá preenchendo os corações de amor, enquanto o meu morria vázio.
Mas eu sei, não pense que eu não sei que todos os meus sins foram tentativas de não sentir dor. Eu sou assim, eu não sei ser o não – você sabe o que eu quero dizer. De dias, que nem o hoje que a revolta vem e eu tento saber o porquê que alguém não pode ser o meu sim. Eu sou um turbilhão de frieza, mas, não! Você não pode me amar. Não, eu não posso ficar acordado e segurar a sua mão até você adormecer. Não, eu não posso fugir com você para um deserto de almas desertas. Não, eu não posso te segurar forte como se fosse meu mundo. Não, não, e não! Desculpe-me, mas eu não consigo mais ser o sim, o seu sim ou o de qualquer outro. A minha voz estremece no meio da garganta, falha e o sim não sai mais. Mas, você pode sim ser o meu sim. Só basta dizer. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário