22 dezembro, 2014

A menina do retrato



Contemplei a beleza do sol,
seus raios turvos matinais.
Inserido por entre matagais,
rompendo o orvalho da matina.
Cintilante no brilho da retina,
um misto de concreto e abstrato.
Celebrei, mais digo com clareza
nada disso se iguala tal beleza,
composta na menina do retrato.

Nas obras pintadas por Monet,
um mestre do Impressionismo.
Salvador Dali, no Surrealismo,
com esforço, perspicácia e pincel
inspirado nas coisas lá o céu.
No intimo da arte e seu extrato,
rabiscou e pintou com destreza.
Desistiu, não encontrou a pureza,
composta na menina do retrato.

Mergulhei por entre oceanos,
vi recifes esculpidos por corais.
Viajei entre espaços siderais
contemplando as constelações,
são dignas de causar impressões.
Casaria, firmava algum contrato!
Mas o brilho me causou estranheza,
incandescem, por não ter a sutileza
dos olhos da menina do retrato.

Seus lábios instigam a tentação.
Seu corpo esculpido com gracejo
suas curvas sinalizam pro desejo
Sua boca convida-me a loucura
seu olhar denuncia sua ternura.
Sua pele transpirando o substrato 
denunciando toda a delicadeza
o sentido maioral de sua beleza
contemplado na menina do retrato.

De: Chico C. 
Para: Sidy Batalha

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