26 agosto, 2014

Partes do documentário

O vídeo não carregou :(
Então vamos para as falas do documentário e das cartas recebidas :D

Viver é tocar o coração das pessoas. É tão bom saber que consigo fazer isso. Meus amigos juntamente com a minha família são a essência da minha vida.

Ela é fundamental na minha vida, com suas loucuras ou não (...) Uma louca (rs) Ela escreve sempre para esconder alguma coisa que ela não quer transparecer para as pessoas. Ela representa a irmã que eu nunca tive (...) Ela escreve muito para esconder a dor dela. - Paloma Moreira.

Sidileide, ela torna as coisas diferentes, ela é aquela pessoa que quando chega sua presença modifica a sua. Ela tem esse poder de transformar o nosso estado de espirito. A energia dela é tão boa que transforma o outro. Ela é várias pessoas em uma só. - Evandro Nogueira

Ela tem uma grande importância na minha vida. Eu não me vejo sem ela (...) Se ela não existisse iria ficar um buraco, um vazio (...) Ela sempre quis ser diferente. Sidy sempre busca um diferencial das outras pessoas (..) Ela não quer ser aquela menina que senta no fundão para bagunçar, não quer ser a patricinha que anda sempre arrumada, e nem a nerd da turma – Junior Smile

Sidileide para eu representa uma Diva, uma pessoa muito especial, É cheia de maluquices (...) Samara Nayane

Boa amiga, companheira, inteligente (...) quando ela chega ela faz a diferença, ela abala! Dalyanne França

Sidy é uma pessoa extremamente importante para mim, ela chegou na minha vida e me ajudou a superar coisas e momentos que eu não conseguia entender sozinha (...) Ela é e não é daqui, transita entre o real e o ficcional. Ela é a nossa extraterrestre. – Caroline Pessoa

Sidy é um daqueles amigos que tá sempre preocupado com você. Ela tem uma parcela de culpa pelo o que eu sou hoje. (...) Ela é dramática, a pessoas mais intensa que eu conheço. Samuel Alves

Sidy, é uma pessoa que representa um marco para mim, ela representa a questão da liberdade (...) Ela não se importa com o que as pessoas pensam, mostra-se inteira. Ela vive na terra, mas vive muito mais além dela “Lá embaixo estar toda a raça humana, e lá em cima ela” Lígia Carvalho

Eu sinto por ela um sentimento materno, como se ela ainda fosse uma criança e eu precisasse cuidar dela. Mas, em outros momentos eu a vejo como um pássaro que voa por onde quer e como quer. É independente e tem múltiplas personalidades – Débora Lorena

Ela é tanta coisa, são várias coisas, é o conjunto dessas coisas juntas. Não é apenas uma acadêmica de letras, ou uma moça que sabe dançar a dança do ventre, é a acadêmica de letras que sabe dançar a dança do ventre, só um recorte tirado desse conjunto” – Junior Smile.

Eu sou isso. Canceriana. 23 anos. Amante. Blogueira. Faço letras. Desordem. TPM = a Sidileide Batalha. Vai querer mesmo conhecer? Será como enfiar o planeta terra na sua cabeça (literalmente) – Caroline Pessoa.

 Pessoa muito especial Sidy, é singular, é diva, é Batalha. – Débora Lorena

Eu aposto em você para descobrir a cura para os bons corações que foram partidos. Pois não há melhor forma de se fazer isso do que com a alegria que transborda em seus olhos e com as frases disformes, mas cheias de sentido que saem de você. – Lígia Pessoa

Só ela não percebe que quando anda exala alegria, que o avião é ela, que príncipes não andam mais a cavalo e que ela já é uma estrela. – Ronaldo Santos

Tu é única, em vários aspectos. E quem te conhece de verdade concorda comigo. Uma artista, uma escritora, uma dançarina, uma poetisa, uma cigana. – Niéliton Sandson

Sidileide é importante na minha vida por muitos motivos, sempre que estamos na companhia dela acontece algo que marca. Seja por causa do drama ou da coragem dela de fazer o que os outros não conseguem. É muito importante para eu saber que faço parte do seu ciclo de amigos. (...) Quando ela gosta ela gosta ao extremo e quando ela odeio ela  odeia pra C***** (...) Quando ela  quer uma coisa ela  consegue (...) Sabrina Leite



08 agosto, 2014

Quilômetros alaranjados.

Para ler ao som de...




Um pé na frente do outro, passos rápidos como se eu fosse uma máquina presa a um motor que precisa de algum tipo de combustível para poder continuar a andar pelas ruas. Eu precisava correr para aliviar a tensão de estar viva, eu precisava correr o mais rápido possível para não ouvir os meus pensamentos, mas é impossível não ouvir os meus pensamentos quando eu estou a observar um céu tão bonito quanto esse. Céu alaranjado de fim de tarde, um crepúsculo inevitavelmente belo. Eu piso com o meu tênis desgastado em um chão laranja, o mundo todo encontra-se dessa cor que não é o vermelho, mas que também é uma cor quente. Você costumava me dizer que as núvens se colorem para demostrarem que ainda existirá o amanhã após a escuridão dos céus.
Talvez você tenha razão, o amanhã sempre continuará ali mesmo que a gente não continue. O amanhã é de todos, dos que já viveram uma vida e dos que ainda irão vivê-la. É meu, é seu, o amanhã é daqueles pássaros que brincam entre si em meios as nuvens alaranjadas. Eu tive que parar de andar, sentar e observá-los, você sabe que desde a infância eu gosto de vê os pássaros cortando o céu em voos rasantes, senti o vento atravessando os pelos do meu corpo, procurar desenhos de animais nas núvens, olhar as folhas das árvores balançarem para lá e para cá e pensar que por trás disso tudo existe algo maior, maior do que a angústia e o medo de ser humano.
Sim, eu sei que enquanto vivo você me observa, de alguma maneira você vive ao meu lado, eu finjo que não vejo o seu olhar protetor cercando-me de longe como um amortecedor. Talvez eu não tenha te tratado tão bem quanto deveria, talvez eu não tenha te amado o tanto quanto eu queria, talvez eu tenha sido infantil em determinados momentos. Eu poderia ter feito mais por você, pequenas coisas, mas de alguma forma eu nunca encontrei tempo para dá-lhe o suficiente. Eu nunca te abracei nos momentos mais solitários ou alegres da sua vida. Nunca fui uma de suas asas, de alguma maneira eu não poderia ser o pássaro que te persegue entre nuvens quentes, sim, eu não poderia sê-lo pelo simples fato de te amar demais.
Eu sou algum tipo de mutilação de dor, eu cortei o seu cabelo porque você precisava aprender a viver sem o que se ama, mas doando o amor ao próximo você sentiria que a vida continua e que assim como os fios capilares o amor cresce novamente. Talvez não possua a força da raiz do primeiro fio, mas aprende-se a fortalecê-la. Eu sei que eu preciso de você, mas ao te pedir que continue em minha vida eu estou te matando aos poucos, talvez eu seja cruel e de alguma forma goste de me alimentar do seu amor. Eu sei que em muitos momentos eu te fiz se sentir em segundo lugar, por isso peço que me perdoe. Perdoe-me por ser um ser humano que erra.
Talvez o problema seja apenas atravessar as horas, você passa por uma e depois tem outra, e você continua ali parado porque sente que de alguma forma elas avançaram e eu terei o meu doce pássaro, eu serei o pássaro voando entre as horas da vida. De qualquer forma, eu acredito que duas pessoas não tenham sido mais felizes do que nós dois fomos. É hora de deixar o crepúsculo completar o seu circulo e voltar para casa.
Entre nós sempre haverá o tempo, o amor e o amanhã. 


06 agosto, 2014

A camisa azul xadrez.


(...) apenas um corpo que por acaso era de homem gostando de outro corpo, o meu, que por acaso era de homem também –  Trecho de Terça feira gorda, Caio Fernando Abreu.

 Raul Moraes, pela inspiração. 






Eu encarava o relógio no meu pulso enquanto quebrava no meio, com os dedos da mão esquerda, um palito de dente recém-retirado da caixinha. Ele estava atrasado. Fazia meia hora que eu estava o aguardando ali,  sentado naquela mesa, dentro daquele bar. O atraso dele estava me incomodando bastante.
 Após alguns goles do drinque que transluzia em um copo de vidro e de muitos minutos de atraso, ele chegou, moreno e felino.
- Desculpe o atraso - ele sorriu e sentou. Pediu um Martini.
- Você poderia ter me ligado avisando que iria se atrasar. Assim, evitaria o meu pensamento: Será que ele morreu?
- Você sempre pensa isso quando me atraso?
- Não, depende, às vezes penso: Será que ele simplesmente desistiu?
Ele sorriu, fez cara de louco – Meus atrasos servem para você sentir saudade - falou mansinho, depois puxou uma das mangas da camisa azul xadrez que estava colada ao corpo. Suas camisas sempre eram muito, milimetricamente, coladas ao corpo e quase sempre de estampa xadrez.
- Eu não gosto da sua camisa - falei seco.
- Por que? - ele franziu o cenho. 
- É muito azul - retruquei.
- Você gosta que eu ligue avisando que vou me atrasar para que isso não lhe cause uma certa saudade, mas não gosta da minha camisa azul?
- Isso! Eu gosto disso! - concordei sorrindo, ele logo sorriu em resposta ao meu riso.
O garçom voltou trazendo o Martini.  Ele pegou o copo e antes de levá-lo à boca disse com a voz meio seca – gostoso. 
 Eu o encarei e pensei na semana fatigada que havia acabado. Pensei nas contas a pagar, e nos maus orgasmos protagonizados pelas noites mal dormidas. O encarei e pensei que o mundo sem seus atrasos é mais belo. Sempre que o encontrava ali... naquele bar. Nas sextas feiras que nunca eram treze, eu sentia, sempre pela primeira vez, que tudo daria certo.
- Pelo amor de Deus, o que aconteceu? – perguntou-me ele com um semblante de indignação.
- A Ângela me deixou.
- Finalmente! Ela não conseguiu aceitar que você também me ama?
Eu queria dizer que sim, mas ao contrário do que ele pensava, ela aceitava. Quem não aceitava aquela situação era eu. Não estou falando da minha situação, ou da nossa, não me entenda mal. Falo sobre a situação dela, do seu amor incondicional que eu nutri sem ter me dado conta das futuras consequências.
- Cultura demais mata o corpo da gente – a voz dele tirou-me do devaneio de não ser.
- Desculpe-me, como disse?
- Nós somos o apesar de. O apesar de aquele casal estar nos encarando na mesa ao lado e de terem sussurrado um para o outro "veados"... Somos o corpo descosturado dessa cidade pequena, dessa cultura arcaica-burguesa. A visão deles para no ponto do nosso sexo e não de quem somos. Somos diferentes para eles, para a sua família que te cerca de Ângelas, Virginias, Marias, enquanto não compreendem que você só precisa de um José. Somos mais, mas no fim das contas também somos menos como todos os outros seres humanos, pois, nenhum ser tende a ser magnifico em plenitude.
- Cara, eu queria apenas ser feliz.
- Eu também, todo mundo quer apenas ser feliz, mas sobra sempre aquele nó no peito – ele colocou a mão quente sobre a minha, fingi não notar o efeito do toque entre nossas peles.
- Ela está grávida – minha voz saiu como um murmúrio fúnebre.
Ele fez sinal para o garçom e pediu outro Martini.
- Parabéns! O filho em potencial finalmente concebe um herdeiro a família. Sua mãe deve estar orgulhosa!
- Não fala assim! - meus olhos umedeceram, pisquei para que ele não percebesse as lágrimas.
Ele suspirou fundo, profundo, arrumou novamente a manga da camiseta azul xadrez e chamou: – Vem! Eu te levo para casa - ele levantou, eu o segui.
Entramos no carro e seguimos um longo caminho sem nos olharmos, o silêncio imperava. 
Ele parou em frente do meu apartamento.
- Obrigado – agradeci e antes de abrir a porta do carro senti sua mão firme agarrando o meu pulso. Voltei o meu olhar para o dele e senti que amar ardentemente uma pessoa e não tê-la é a mesma coisa que morrer.
Eu estendi a mão aberta e passei pelo rosto dele, a barba recém-feita. Ele estendeu a mão e passou pelo meu rosto. Eu o queria ali, agora! – Quero você, eu disse. Ele sorriu confirmando que também me queria, ali, agora! Desceu a mão pela minha barriga. Apertou, apertei, apertamos.
Beijamo-nos. Nossas bocas meio entreabertas, as línguas duras, gosto de Martini. Passei a mão pelos músculos dele, apertei a sua cintura. Ele a minha cocha.
Enfiei a língua no ouvido dele – Vamos subir - chamei, ele confirmou que sim com a cabeça.
Subimos correndo. Nossos corpos entrelaçados empurraram a porta.
- Olhe para mim – ele pediu – você é lindo!
- Você é o ser que eu gostaria de ser.
Nossas bocas se calaram em uníssono, e durante toda a noite brilhamos como estrelas cadentes redescobrindo o percurso do céu.
Acordei com gosto de Martini na boca, com a mão procurei o outro corpo masculino, mas ele já havia ido embora, restou apenas à camiseta azul xadrez esquecida por ele.
A semana passou lenta demais, mas a sexta feira havia chegado e lá estava eu novamente no bar esperando-o.
Meia hora de atraso. Uma hora de atraso. Duas horas de atraso. Uma semana de atraso. Sem ligações... Será que ele morreu? Ou, simplesmente desistiu?

Ele nunca mais apareceu.

Agora viro as sextas feiras, que não são treze, bebendo vodca no bar com as Ângelas, Virginias e Marias. Podia ter dado certo entre a gente, ou não, eu nem sei o que é dar certo. Sobrou apenas a parte que eu não gostava nele, a camisa azul xadrez que não foi esquecida e sim deixada propositalmente. A camisa que divide o closet com os vestidos da Ângela.

02 agosto, 2014

Linda



           
           
          
 
           
           
 Linda, te escrevo verso
que seja assim um verso encantado
pois o encanto dos olhos teus
me faz mover o imaginário da poesia
pois és tão linda
em tua forma em teu corpo poema
não importa o tema
seja você
quem inspira o verso
assim escrito por mãos
já calejadas
de tantos versos
e com toda a admiração
confesso
estes que escrevo
são tão ruins
pois não traduzem o que os olhos veem
pela pobreza de nosso vernáculo
não tenho lastro para descrever
o quanto percebo em mim
uma sensação estranha à minha vontade
seria a idade dizendo:

pare! Tu já és tarde
velho poeta, para criar versos para a beleza
mesmo que seja bela a imagem que vos chega ao olhos
os teus olhos envelhecerem

mas, que importa o tempo
o que vale é o sentimento
de encantamento dos versos teus
pois mesmo em teu silencio
és poesia em todo movimento
assim te vejo
assim tu és.................linda


De: Sergio Ricardo
Para: Sidy Batalha