01 junho, 2014

Sim, Querido!



Sim, querido! Um dia você irá sentir uma falta absurda de mim e de todas essas coisas malucas que falo para você. Desse meu jeito meio louco de abordá-lo, de olhar pra você, de tentar me compactuar no seu abraço, no seu riso, na sua vida. Vai sentir uma falta absurda do meu riso, da minha mão segurando a sua, e da cicatriz que eu tenho do lado direito do meu corpo, a que foi feita por você.

Sim, querido! Às vezes eu sinto um impulso de enfiar a mão na tua cara, mas nada agressivo. Eu queria que a minha mão atravessasse a sua pele e se infiltrasse em seu rosto perfeito, no seu gosto perfeccionista.

Sim, querido! O seu cabelo é muito cabelo, e o meu cabelo é pouco cabelo. Você para mim é singular, eu sou para você plural. Mas, eu gosto disso, ás vezes vivo para isso. Vivo inteiramente para você e essa sua infantil cara de homem. Vivo para você e esse seu ego desvairado pela “deslumbração” do belo.  

Sim, querido! Eu não gosto de acordar cedo, dos homens que aparecem na minha vida,  de sorvete de menta. Não gosto de pessoas arrogantes e de suas caras fechadas, do barulho de porta rangendo, de ficar sem wifi. Não gosto de dezenas de coisas. Mas eu gosto disso. Desse falso paraíso onde você me trancou.

Sim, querido! Eu adoro ouvir o Bryan Adams cantando, mas adoro ainda mais a sua voz junta com a dele.

Sim, querido!. Eu vivo no meio de um abismo sobrecarregado, mas existe espaço para você. E se não existisse eu o arrumaria, porque você merece todos os espaços da minha vida. Você merece toda essa minha bajulação clandestina. Querido, você merece tudo, e desse tudo eu sou o seu nada.

Sim, querido! Eu vou embora, e só porque você é a maçã do meu bolo vou deixá-lo se virando sozinho, porque você deixa-me se virando sozinha.


Não sinta a minha falta querido, na verdade, sinta sim! Sinta muita a minha falta, porque quando eu estive aqui para você, você não estava aqui para mim.

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