21 junho, 2014

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Não queria dormir com ele, só queria que ele soubesse o quanto eu o amava. 



07 junho, 2014

Carta de uma fã

No último domingo fiz algo que há muito não fazia, peguei uma moto e sai pelas ruas da cidade, fui até uma pequena entrada que toda vez que passava com o ônibus da faculdade eu reparava nela, nessa entrada fui mais longe me deparei numa mata, muito bela por sinal, senti frio, talvez estava doente, sei lá. Sentei numa pedra que lá estava e calada passei um tempo.
Pensando em toda minha vida, da infância difícil passando fome e lavando roupa com minha mãe para sobreviver ou da adolescência que fazia faxina com minha tia pra poder comprar minhas roupas, pensei na dificuldade de terminar a faculdade.
Pensei nos “sim”, nos “não” da minha vida, das rejeições das aceitações, dos momentos tristes e felizes. Dos namoros mal resolvidos, dos que deixaram saudades, dos que não lembro mais.
Pensei por que não sei o que é amor, não sinto inveja de quem sabe, na verdade pouco me importo pra isso, fico feliz por não saber. Prefiro saber que alguém não gosta de mim, do que saber que ela gosta. Não gosto de mimos, nem de “inhos” amorzinho, benzinho, queridinho.
Por que sou de ficar na minha, tenho poucos “amigos” talvez isso se deve por que nas horas difíceis não vou contar com eles mesmo. Não sei fingir sentimentos, não sei fingir sorrisos.
A única coisa que sei, é que nos últimos meses seus textos me fazem companhia, assim diminui meu tempo de solidão. Espero ansiosa pelo próximo texto, reli várias vezes seus contos. Sinto que eles são o amigo que me oferece o ombro pra descansar minha cabeça que pesada de coisas ruins estar. Vejo neles as respostas para as perguntas que não faço. Eles matam o silêncio que teima em permanecer na minha vida. Eles afogam minhas tentativas de fuga para o outro mundo. Eles me fazem bem.
E quando voltei pra casa Sentei diante do computador e reli mais um texto seu. E mais um e mais um e quando olhei o dia tinha amanhecido, mais uma vez eles não me deixaram só.
Obrigada! Gabriela Victória

"- Já agradeci com todo o carinho a carta via e-mail. Mas, não canso de repeti, quem agradece sou eu pelo carinho Gabriela, e sinto-me muito feliz por minha escrita fazer a diferença na vida de alguém. Você sempre será bem vinda ao meu blog, e ao meu mundo. beijos :D "








01 junho, 2014

Sim, Querido!



Sim, querido! Um dia você irá sentir uma falta absurda de mim e de todas essas coisas malucas que falo para você. Desse meu jeito meio louco de abordá-lo, de olhar pra você, de tentar me compactuar no seu abraço, no seu riso, na sua vida. Vai sentir uma falta absurda do meu riso, da minha mão segurando a sua, e da cicatriz que eu tenho do lado direito do meu corpo, a que foi feita por você.

Sim, querido! Às vezes eu sinto um impulso de enfiar a mão na tua cara, mas nada agressivo. Eu queria que a minha mão atravessasse a sua pele e se infiltrasse em seu rosto perfeito, no seu gosto perfeccionista.

Sim, querido! O seu cabelo é muito cabelo, e o meu cabelo é pouco cabelo. Você para mim é singular, eu sou para você plural. Mas, eu gosto disso, ás vezes vivo para isso. Vivo inteiramente para você e essa sua infantil cara de homem. Vivo para você e esse seu ego desvairado pela “deslumbração” do belo.  

Sim, querido! Eu não gosto de acordar cedo, dos homens que aparecem na minha vida,  de sorvete de menta. Não gosto de pessoas arrogantes e de suas caras fechadas, do barulho de porta rangendo, de ficar sem wifi. Não gosto de dezenas de coisas. Mas eu gosto disso. Desse falso paraíso onde você me trancou.

Sim, querido! Eu adoro ouvir o Bryan Adams cantando, mas adoro ainda mais a sua voz junta com a dele.

Sim, querido!. Eu vivo no meio de um abismo sobrecarregado, mas existe espaço para você. E se não existisse eu o arrumaria, porque você merece todos os espaços da minha vida. Você merece toda essa minha bajulação clandestina. Querido, você merece tudo, e desse tudo eu sou o seu nada.

Sim, querido! Eu vou embora, e só porque você é a maçã do meu bolo vou deixá-lo se virando sozinho, porque você deixa-me se virando sozinha.


Não sinta a minha falta querido, na verdade, sinta sim! Sinta muita a minha falta, porque quando eu estive aqui para você, você não estava aqui para mim.