27 fevereiro, 2014

23 fevereiro, 2014

Beirut - Elephant Gun

Hoje me bateu uma vontade irresistível de ouvir a música Elephant Gun da banda Beirut. Essa banda nunca havia chamado a minha atenção antes, e até confesso que não gostava dessa música, na adolescência sempre mudava de canal quando o vídeo clipe dela passava na MTV. Mas, foi só ela virar tema de Capitu (minissérie) e alguém me explicar que Beirut é uma orquestra de Santa Fe, Novo México, liderada por Zach Condon, que  toca música cigana-balcânica, e depois de muitas pessoas falarem que essa música lembra muito a minha pessoinha que finalmente comecei a me interessar por suas  composições musicais. E hoje o dia inteiro ouvi...


Armas de caça
Se eu fosse jovem, eu fugiria desta cidade
Eu enterraria meus sonhos debaixo da terra
Como eu fiz, nós bebemos pra morrer, bebemos esta noite


Longe de casa, com armas de caça
Vamos abatê-los um por um
Nós vamos derrubá-lo, não foi encontrado, não está por aí


Que comece a temporada - onde tudo é certo e errado
Que comece a temporada - abatamos o grande rei


Que comece a temporada - onde tudo é certo e errado
Que comece a temporada - abatamos o grande rei


E ele rompe pelo silêncio do nosso acampamento à noite
E ele rompe através da noite, a noite toda, a noite toda


E ele rompe pelo silêncio do nosso acampamento à noite
E ele rompe através do silêncio
Tudo o que resta é tudo o que eu escondi

18 fevereiro, 2014

O Ladrão de almas.


Ele morreu, ontem à noite. Eu estava deitada na cama dentro do meu quarto, quando o ouvi morrendo. Foi um som inconfundível. Fiquei parada escutando o silêncio, pensando que deveria ter falado ao menos uma vez que o amava. Poderia ter fitado mais o seu rosto para guardar na lembrança suas expressões faciais, de certo que eu já as conhecia, mas com o passar dos anos elas mudaram e eu não dispunha de tempo para observá-lo.
Passei a noite na insônia, daqui a algumas horas já seria manhã, depois chegaria a sexta feira, março ou dezembro, questão de dias, de tempo. Tudo sempre passa muito rápido “- Daqui a alguns anos você vai olhar para trás e se perguntar o que exatamente você fez com a sua juventude” Ele costumava me dizer essa frase nas tardes de domingo minutos antes de se embrenhar no mato. Sempre imaginei que pessoas como ele não morriam, nasceram para viver eternamente, mas o para sempre... Sempre acaba – como diz aquela música da Cássia Eller. 
Então chegou a manhã, chegou a hora de vestir preto, de sentar no banco de madeira e orar. Foi só então, encarando aquele rosto pálido, aquele corpo sem alma dentro de uma caixa de madeira que percebi o sinalzinho de nascença que ele possuía na testa, eu nunca havia reparado naquele sinal antes, falta de tempo. Fiquei em pé esperando que ele sorrisse para mim. Nada, nunca mais aquele riso.
Nunca mais tantas coisas.

Dentro de mim existe a esperança da volta dele, nunca imaginei que a casa ficaria tão vazia sem a sua presença. Mas era tarde demais, o tempo o roubou, assim como roubou o amor da minha vida, meus amigos, minha família, minha juventude e a esperança do eterno. Agora só me resta comprar flores, algumas para o túmulo dele, outras para o meu.

13 fevereiro, 2014

A menina que roubava livros

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       Direção: Brian Percival
·         Elenco: Geoffrey RushEmily WatsonSophie Nélisse.
·         Ano: 2014
·         Duração: 2h11m
·         País: EUA, Alemanha

·         Genêro: Drama











Sinopse:
Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com a amigo Rudy (Nico Liersch)


Para iniciar confesso que fiquei meio na dúvida se assistia ao filme ou não. Sou daquelas pessoas que enjoam um livro que nunca leu, ou um filme do qual nunca assistiu só de ouvir as pessoas falam demais sobre ele. Desde o ano de 2007 quando o livro foi lançado ouvi da boca de todos os meus conhecidos que o livro era magnifico, mas mesmo assim não sentir vontade de lê-lo por causa desse Blá, Blá, Blá alheio. Mas resolvi dá a oportunidade ao filme, tendo em vista que a maioria das obras que li vieram a despertar o meu interesse depois que assisti as suas adaptações para o cinema.


Confesso que a trama é muito interessante e emocionante, até chorei na cena onde Emily Watson senta na cama e toca o acordeão do seu marido Hans Hubermann após ele partir para a guerra. Outra cena que me emocionou foi quando Liesel implora que seu amiguinho Rudy não morra. Após terem sido alvos de um bombardeamento o garoto tem poucos minutos restantes de vida, Liesel o beija e chora sua morte em seu peito.


A fotografia do filme é magnifica, a presença da cor branca expressa a frieza, os tons escuros que aparecem sempre misturados ao vermelho ou ao laranja para simbolizarem o fogo.


Não li o livro então não posso fazer uma comparação da adaptação à obra, mas o que posso dizer é que gostei do filme principalmente pelo fato dele mostrar como  a escrita e a leitura (o conhecimento)  mudam a vida de uma pessoa.